InfoJoia

RSS

Acompanhe os conteúdos publicados no InfoJoia por RSS.

Todo o conteúdo do Infojoia – link do RSS

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
    NEWSLETTER



   FORNECEDORES

Cadastre sua empresa:

77 empresas cadastradas e aumentando ...
  • Aumentar fonte
  • Tamanho normal da fonte
  • Diminuir fonte
Moda e Design
01/09/14

As joias religiosas

Design e olhar aberto podem ser o segredo do sucesso deste segmento


Patrícia Sant´Anna

DRW

Miscigenado e construído por diversas etnias e culturas, o Brasil é fruto de uma mélange também de religiões. Sincrético por excelência, o Brasil é um grande mercado para as joias de caráter religioso. Somos uma população de 65% de católicos, 22% de evangélicos, e representações significativas de religiões afrobrasileiras, indígenas, judaicas, islâmicas, dentre muitas outras, segundo o censo de 2010.

O sincretismo mistura religiões criando símbolos que são tão representativos da nossa cultura mas que ultrapassam as esferas de mais de uma fé – como São Jorge no Rio de Janeiro e a Nossa Senhora da Conceição/Iemanjá na Bahia, por exemplo.

Em se tratando de moda, a melhor maneira de expressar nossa fé religiosa através da aparência (porque, afinal, querendo ou não, construímos a aparência para mostrar ao outro quem somos) é através da joalheria. Nada melhor que mostrar em algo de valor, algo precioso como uma joia.

As joias religiosas se manifestam das mais diversas maneiras. Crucifixos, escapulários, rosários e medalhas de santos (é só escolher ao qual se é devoto) são os mais comuns. Tanto o púbico feminino quanto o masculino consomem esse tipo de joia.

O fato de ser um símbolo religioso, no entanto, não significa que ele deva estar sempre atrelado a formatos tradicionais. O designer deve sim inovar nas formas, cores e texturas desses símbolos, que não deixam de ter a sua “aura” por conta disso. Criar e utilizar tendências de moda, de acordo com o público, pode fazer com que seu cliente se torne fiel e compre mais variáveis da mesma peça com referências parecidas – várias medalhas de Nossa Senhora com formatos e materiais diferentes, por exemplo.

Kidou

 


NEM TÃO RELIGIOSOS
Ainda há os elementos de joias religiosas que foram “vulgarizados”, tirados de seu contexto, pela moda. Sem dúvida, os crucifixos são um elemento que está nessa categoria, muito utilizados em tendências de moda que remetiam desde o universo do rock e do gótico (como um grupo urbano) até o pop (quem não se lembra dos crucifixos de Madonna?).

É preciso ter em mente que nem sempre quem consumir essa joia tem a intenção de expressar sua fé – talvez seja apenas mais um elemento de estilo.

OUTRAS RELIGIÕES
Não apenas os símbolos judaico-cristãos precisam ser contemplados. Outras formas de fé podem agradar outros públicos e dar ainda mais inspiração – que tal a beleza das religiões afrobrasileiras? Muitas vezes essas joias religiosas não são tratadas como necessariamente religião e reverência, mas como amuletos da sorte, então, é uma referência importante a se considerar.

O cuidado em fazer joias religiosas – cristãs ou não – é ter cuidado em tratar símbolos com respeito e não cometer gafes. Daí, muita pesquisa para desenvolver essas peças! Mesmo se tratando de design, em que queremos inovar, nos símbolos religiosos podem haver algumas regras de representação.

 


Patrícia Sant´Anna

Este espaço traz informações e debates acerca de Moda e Design diretamente ligados ao universo da joalheria e bijuteria em todas as suas manifestações. A intenção é promover o conhecimento crítico e um panorama amplo das tendências de moda e consumo aplicadas ao setor joalheiro e de bijuteria.

Mais
COMENTÁRIOS