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    Tendências
    01/01/13

    Edson Xavier

    Mineiro de 25 anos tem 48 obras no GemVisions 2013, o caderno de tendências da Swarovksi


    Daniela Santos

    Depois de ser finalista por dois anos consecutivos no concurso de tendências para o book da Swarovski – GemVisions –  o mineiro Edson Xavier finalmente o venceu. E o seu maior prêmio foi criar nada menos do que 48 joias para a coleção 2013 da grife, lançada em junho. 
    Edson contabiliza  uma sequência de prêmios – entre nacionais e estrangeiros, são 33 até o momento – e de clientes, aos quais presta consultorias na área de design e produção. Ele também tem fortes opiniões sobre os rumos da joalheria brasileira, sobre as quais falou exclusivamente ao InfoJoia.
    Confira.

     
    Edson Xavier

    InfoJoia – Como surgiu o seu interesse pelo mundo da joalheria?
    Edson Xavier: Meu interesse pela joalheria surgiu quando no curso de engenharia de produção da UFMG eu resolvi participar de um laboratório integrado de Design e engenharia de produtos chamado LIDEP. Comecei a dar suporte em uma pesquisa de mestrado que abordava o uso da prototipagem rápida no setor joalheiro. Venho de formação técnica em mecânica e projetos e já estava acostumado com processos produtivos, 3D, protótipos e design, trabalhava para a indústria automotiva. Depois eu migrei para o CEDGEM – UEMG, o Centro de Design de Gemas e Joias. Entrei a convite do professor Paulo Miranda, o responsável pelo laboratório de prototipagem rápida do centro PROLAB. Foi lá que comecei a familiarizar com a inserção do design no desenvolvimento de produtos joalheiros. Participei de alguns projetos, dentre eles o da gema LEGADO - que foi premiado pelo IDEA/Brasil, finalista do IDEA AWARDS e Prêmio Sebrae na categoria resíduos. Em dois anos no centro acumulei mais de 26 prêmios. Atualmente esse número está em 33.

    O fato de ser mineiro influenciou nessa jornada?
    Acredito que sim. Ser mineiro já é, de alguma forma, estar inserido na cultura do ouro, das gemas preciosas, dos minerais em geral. E a universidade do estado de Minas Gerais (UEMG) tem um núcleo que desenvolve pesquisas muito interessantes,  abordando o design de joias não somente pelo viés da estética. Uso de novos materiais, processos produtivos, questões socioambientais também são abordadas. E acredito seja esse o diferencial no qual joalherias e designers devem investir.

      
    Capa do Gemvisions 2013

    Qual a importância de participar – e vencer –  tão variados concursos?
    Foi através de um prêmio que consegui o contrato com a Swarovski Gems para desenvolver os projetos do book de tendências mundial deles. Desta vez com destaque de 7 projetos selecionados entres os 30 melhores do mundo. Até o momento já enviei peças para o GemVision que é a publicação carro chefe da marca, de campanha mundial; participei do book de lançamento de novos modelos de lapidação de zircônia; e atualmente estou participando do projeto de lançamento e resgate da marcassita. O prazo de envio será no fim de março. Os prêmios, principalmente os internacionais, com apelo de mídia maior, me ajudaram a entrar no mercado europeu. 
    Mas também existe um lado negativo: o mercado nacional, principalmente mineiro, tem uma rejeição alta a designers premiados. Cada prêmio que ganhei dificultou um pouco mais minha colocação no mercado mineiro. Acredito que pensem ser mão de obra cara e mais exigente. Escuto esta reclamação de outros designers premiados – do setor de joias e outros setores. A mentalidade do empresário brasileiro quanto ao profissional de design ainda é bem distorcida.


    Como foi o processo de criação para a SWAROVSKI? A relação entre vocês irá continuar?
    Sim. Estamos no terceiro contrato juntos, mais de 48 peças minhas já fazem parte dos lançamentos da marca no caderno de tendências para 2013. Esse mês apresento mais 3 coleções. 
    O trabalho se dá através de um briefing que a marca me passa, contendo uma pesquisa de tendências do mercado, além de alguns pontos e conceitos que pretendem abordar. E o tipo de produto que pretendem trabalhar, se é lançamento ou já faz parte do portfólio deles. Atuo atualmente como estilista para o setor joalheiro,  ditando tendências e traduzindo conceitos de escritórios de tendências contratados pela marca,  que estudam o comportamento do mercado, anseios e desejos de consumo do usuário. As peças são para inspirare designers do mundo todo na utilização das gemas  da Swarovski Gems. Este tipo de profissional ainda está em falta no brasil, alguém que traduza  as pesquisas de tendências e as norteie, dentro das características do setor; que apresente novos meios de trabalharem o design de joias. O resultado dessa falta de profissional de design atuando numa esfera estratégica são fabricantes abordando o mesmo tem em uas coleções, com peças muito similares e, muitas das vezes, fora da identidade da marca.

     
       
     

    Quais são os seus projetos atuais? 
    Atualmente estou envolvido com os projetos para Swarovski Gems e alguns outros clientes, que estão estudando meios de tornar o produto ‘joia brasileira’ mais competitivo ou de melhorarem o apelo comercial de suas marcas. Desenvolvo projetos de design num nível mais estratégico. Entender o que deve ser desenhado e produzido antes de iniciar o processo de desenvolvimento do produto; entender a situação atual do setor. Seja seu déficit tecnológico e de mão de obra qualificada, posicionamento de produto ou até mesmo a concorrência desleal com produtos importados. Meu trabalho com a Marré Infinitocontinua. Estou ajudando toda equipe num projeto maior de estruturação e posicionamento da marca, e meu trabalho específico é a identificação da identidade do produto Marré e suas questões produtivas e de engenharia do produto. Outras equipes e colaboradores abordam demais questões.

      
    Edson Xavier e Patrícia Marré, da Marré Infinito

    O que você acha dos rumos atuais da joalheria brasileira? Do que sente mais falta?
    Acredito que o setor joalheiro brasileiro está passando por um período difícil, de dificuldades econômicas e concorrência desleal. Sinto falta de um setor melhor organizado, que busque meios de concorrer com produto importado, procure vislumbrar a urgente necessidade de nivelamento tecnológico e formação de mão de obra qualificada - fatores que só poderão acontecer com trabalho conjunto entre governo e setor privado. E, pra não esquecer da minha área, sinto falta dos empresários e do setor enxergarem o designer não simplesmente como alguém que desenha peças. O designer é o profissional com foco no cliente. E foco no cliente significa aumento das vendas.


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