InfoJoia

RSS

Acompanhe os conteúdos publicados no InfoJoia por RSS.

Todo o conteúdo do Infojoia – link do RSS

LEIA TAMBÉM
TAGS
  • Entrevista
  • Rosa Helena Neves
  • Polo Joalheiro do Pará
  • Espaço São José Liberto
  • PUBLICIDADE
    PUBLICIDADE
    PUBLICIDADE
        NEWSLETTER



       FORNECEDORES

    Cadastre sua empresa:

    77 empresas cadastradas e aumentando ...
    • Aumentar fonte
    • Tamanho normal da fonte
    • Diminuir fonte
    Mercado
    01/01/13

    Rosa Helena Neves

    A professora Rosa Helena Neves chega ao quinto ano à frente do IGAMA, do Polo Joalheiro e do Espaço São José Liberto avaliando as conquistas do período e os desafios futuros nessa entrevista exclusiva ao Portal InfoJoia


    Daniela Santos

    Rosa Helena Neves, diretora executiva do IGAMA e conhecida por todos como “professora Rosa”, falou ao Portal InfoJoia na sexta-feira, 16/12/2011, durante a VIII Pará ExpoJoia Amazônia Design. Misturando cansaço e emoção, Rosa Helena – que também dirige o Programa Estadual de Desenvolvimento do Setor de Gemas e Metais Preciosos do Pará, conhecido como Polo Joalheiro, e o Espaço São José Liberto – falou abertamente com o portal sobre as conquistas da sua gestão, do Polo como um todo e sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados – como a ampliação da divulgação das ações do Polo, a capacitação profissional dos envolvidos, a emancipação dos empreendedores e as perspectivas de ampliação do programa. Otimista, também contou sobre as parcerias com a UEPA (Universidade Estadual do Pará), com o Museu Emílio Goeldi, com o SEBRAE e, claro, com o IBGM.
    Confira os principais momentos dessa conversa.

    Três trabalhos em um
    “O IGAMA é uma instituição privada sem fins lucrativos. Ganhou o status de Organização Social – tipo surgido na Inglaterra durante o governo de Margaret Tatcher que se diferencia por sua estrutura e pelo objetivo de descentralizar a gestão pública, implantado no Brasil durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Tem uma estrutura diferente de uma ONG, sendo um órgão que pode firmar contratos com o Governo (de qualquer esfera) para gerir projetos públicos”, explica ela, já no início da conversa.
    Rosa Helena explica que é o Programa Estadual de Desenvolvimento do Setor de Gemas e Metais Preciosos do Pará é um dos programas administrados pelo IGAMA e que o Espaço São José Liberto reúne, além da ação conhecida por “Polo Joalheiro”, o Museu de Gemas do Pará e a Casa do Artesão. “Coincidentemente, sou a pessoa que coordena os três”, diz.
    O Polo Joalheiro trabalha sob quatro diretrizes: Gestão, Mercado, Desenvolvimento e Fomento Tecnológico e Capacitação Profissional. “Acaba existindo uma transversalidade entre essas diretrizes. Aqui, atuamos com cultura, mineração, capacitação profissional, turismo, patrimônio histórico...”

    Motivação profissional
    Questionada sobre a motivação que a leva a seguir à frente dos três projetos, Rosa Helena destaca dois pontos: a crença na capacidade do poder público em causar uma transformação na vida do cidadão e a confiança no talento e na organização do grupo com o qual trabalha.“Quem atua no setor joalheiro automaticamente se envolve nesse mundo de beleza, de criação, de história, de encantamento. É incrível acompanhar a transformação do metal em obra de arte! Eu acredito muito nesse grupo de trabalho, no talento e na organização que eles demonstram. Aqui, cada um tem noção do seu papel”, pondera.

    Objetivos
    “Eu acredito muito no trabalho cooperativo e colaborativo. Isso já é uma realidade aqui no Polo Joalheiro do Pará e pode ser visto no grupo Elos da Amazônia, que é uma associação entre sete empreendedores individuais que reúne lapidários, ourives, designers. Eles juntaram esforços para montar um quiosque de vendas no Shopping Pátio Belém, numa demonstração de emancipação... O Polo é uma vitrine para os profissionais daqui e o nosso objetivo é que todos eles se tornem empreendedores e busquem alternativas, que possam caminhar com as próprias pernas.”

    Gestão
    Na direção do IGAMA desde maio de 2007, Rosa Helena fala sobre a própria gestão.
    “O começo foi muito difícil! Quando se trata de projetos de gestão pública, cada área precisa de uma metodologia de trabalho. O cotidiano do setor produtivo é muito dinâmico. A melhor forma de intervir é dialogando, discutindo. O sucesso se deve à escuta em todos os segmentos... Um grande desafio é harmonizar diferentes segmentos – design, ourivesaria, gemas, lapidação – e diferentes patamares de desenvolvimento.”
    Rosa Helena também pontuou as principais conquistas obtidas nesse período. “A maior conquista comercial foi a ampliação dos PDV´s – em 2009 abrimos dois pontos de venda em dois pontos turísticos de Belém: na Estação das Docas e no Mangal das Garças. Isso trouxe aumento da visibilidade da produção do setor e das vendas”, afirma ela, ressaltando que o aumento das vendas – em volume e valores – foi identificado pelo SEBRAE.
    Outra conquista foram os três workshops internacionais ministrados pelo designer Stephano Ricci e pelo mestre ourives Claudio Franchi. Além de resultar na exposição “24 designers em 24 joias”, a experiência criou uma integração entre as duas ‘escolas joalheiras’. “Os dois palestrantes representam a escola de joalheria romana, que prima pelo trabalho artesanal – e está relacionada à joalheria praticada no Pará, que tem os mesmo parâmetros. Isso serviu para os nossos joalheiros reconhecerem e valorizarem o próprio trabalho, a verve artesanal que ela contém e que identificassem a própria forma de fazer a joia”.
    A mostra colaborativa será realizada em junho de 2012, na embaixada do Brasil em Roma, Itália, e no Espaço São José Liberto. “Uma das peças será criada de maneira colaborativa por três designers e três ourives de cada país, em comemoração à integração entre as duas escolas. Esse é um ponto de amadurecimento importante, que marca o ‘ir além da floresta’.”
    Ela também mencionou que três empresas do Polo participarão de eventos internacionais em 2012, numa parceria com a FIEPA, o SEBRAE e o IBGM. São elas: Amazonita, Ourogema e Amorimendes. “Esse é um passo para a emancipação comercial deles.”

    Mudanças
    “Dos 37 designers membros do Polo Joalheiro, 70% tem formação superior. Isso demonstra que o programa materializa as mudanças na vida das pessoas – mudanças de cunho material e intelectual. Os participantes do Polo não são, hoje, as mesmas pessoas que eram quando ingressaram”, destaca Rosa Helena, acrescentando que no último ano 47 pessoas foram incluídas no programa. “Essa entrada de novos empreendedores mostra que o programa está passando por uma ampliação”.
    E a ampliação não se restringe ao número de pessoas integradas ao polo mas, também, à gama de atuação dessas microempresas. “Em julho de 2011 realizamos um workshop com a consultoria de Cristina Franco, que resultou na primeira coleção de acessórios de moda do Espaço São José Liberto e do Joias do Pará. Esses acessórios e adornos vão além das joias e representam uma alternativa aos produtores em períodos de crise, já que podem criar com matérias-primas mais baratas do que o ouro. Nessa coleção envolvemos conceitos de economia criativa, na produção dos itens e no contato com os fornecedores”. A coleção será reeditada para apresentação no SENAC Rio Fashion Business, evento de moda a ser realizado em janeiro de 2012 no Rio de Janeiro (RJ).


    Hécliton Santini,  presidente do IBGM, Rosa Helena Neves, diretora do Polo Joalheiro do Pará e David Leal, Secretário da Indústria, Comércio e Mineração do estado do Pará

    IBGM
    “O IBGM apoia o programa desde o início. É uma instituição com o conhecimento e o amadurecimento que sempre nos apoia, seja divulgando o trabalho realizado aqui ou nos dando suporte na área técnica, apontando e enviando consultores especializados para ministrar workshops para nós.”

    Outras Parcerias
    “Procuramos o Museu Emílio Goeldi para termos mais consistência técnica nas pesquisas das gemas de origem orgânica. Essa parceria também esteve presente na produção da coleção Metamorfose Preciosa da Amazônia. A atuação conjunta irá potencializar o conteúdo da nossa joia, trazendo elementos da natureza, no reaproveitamento das matérias primas. Depois de finalizada a coleção, assinamos um protocolo de intenções para novas parcerias a partir de 2012, incluindo nossa área de artesanato...“Como não temos cursos específicos de design de joias no Pará, a UEPA surgiu como uma alternativa para a capacitação dos nossos profissionais. A UEPA nasceu junto com o polo e, desde então, fazemos um intercâmbio de conhecimento: a universidade encaminha os alunos para o polo, para que participem de cursos de ourivesaria e design de joias, e também promove workshops sobre temas específicos para os nossos alunos. A faculdade também tem forte atuação na capacitação dos nossos membros em design de produtos, principalmente na coleção Joias de Nazaré – é a UEPA quem coordena as coleções desde 2007.”

    Desafios
    Rosa Helena também falou sobre os principais desafios do Polo Joalheiro do Pará e sobre como pretendem superá-los. “Nós precisamos estabelecer uma marca. Hoje temos o slogan ‘Joia do Pará’, mas já sentimos a necessidade de transpor mais essa marca. Já temos maturidade para isso, para dar mais um passo...Temos que alavancar o comércio interno, na região metropolitana de Belém. Segundo um levantamento realizado, ainda temos 40% de possibilidade de crescimento – temos que conquistar esse público! Uma opção para isso é segmentar mais nossa joia, com uma veia mas turística, mais autoral – sem perder o foco global... Precisamos universalizar o design das nossas joias, sem deixar de lado a história, a memória e a identidade amazônicas. A nossa dificuldade é a imensa diversidade da qual dispomos. A apropriação dessa é um processo demorado, uma conquista, um grande desafio... Outra opção para o nosso crescimento e para o fortalecimento do setor joalheiro e da Joia do Pará é ampliar a atuação do Polo Joalheiro, criando novos polos dentro do Estado. As cidades de Paraupebas, Marabi e Itaituba têm a estrutura que precisamos para estabelecer esses novos polos. Nós, inclusive, já iniciamos a atuação em Paraubepas, e já estamos nos integrando com eles – implantamos uma escola de lapidários por lá. Precisamos absorver a produção desses locais e preparar os profissionais para atuar lá e, depois, formar consumidores.”

    SEICOM – Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração
    “O maior benefício que teremos com a implantação da SEICOM será a ampliação da atuação territorial, teremos mais recursos e subsídios para expandir o programa para além da região metropolitana de Belém. Também poderemos contar com a instalação de laboratórios – de ourivesaria e design – o que irá facilitar a existência de um selo que certifique a ‘Joia do Pará’. Essa ação, além de fortalecer a nossa joia, dará fim a alguns conflitos internos aqui do Polo... “É fundamental termos organização para superar os problemas na cadeia de gemas, principalmente em relação aos lapidários. Atualmente temos quatro lapidários no programa e apenas dois nos atendem como precisamos. Com a presença da SEICOM poderemos aumentar o número de lapidários, investindo na capacitação profissional, até mesmo nesses outros municípios que mencionei”.

      
    Regina Machado, consultora do IBGM e Rosa Helena Neves


    ÚLTIMAS ENTREVISTAS DE Mercado
    21/11/13

    “Quem exporta é rei”

    Entrevista com Raymundo Vianna, presidente do SINDIJOIAS de Minas Gerais

    01/01/13

    José Ignácio Franco

    Presidente da ANORO, fala sobre a oscilação na cotação do ouro e sobre as alterações propostas ao Estatuto dos Garimpeiros

    Mercado
    COMENTÁRIOS